Assim surgiu “A Vida Sexual da Mulher Feia”, que entrou na minha lista em dezembro, mas só agora, morando novamente em João Pessoa, consegui finalmente ler. Por outro lado, foi de uma tacada só. Uma fila de banco e algumas horas no ônibus, indo e voltando do trabalho, foram suficientes.
No livro da Cláudia, o trágico e o cômico caminham lado a lado. É leve e muito engraçado. Ela escreve tão bem sobre o assunto que não parece ser a mulher linda que é.
“(...) Eu sou aquela que muda o cabelo e sempre fica pior, que sai de roupa nova e ninguém repara, que passa festas inteiras fingindo que dança com os amigos, quando na verdade está dançando sozinha (...)”
Tajes, Cláudia. A Vida Sexual da Mulher Feia. Rio de Janeiro: Agir, 2005.