Voltei para o sertão. Ai, Deus, que cidade quente! Patos, não por acaso, é conhecida por morada do sol. Não duvidem, não. Ele mora mesmo... Veraneia, dá plantão, acho até que já constituiu família por aqui... É um ótimo anfitrião.
Ontem, finalmente, fui visitar Maria Alina - a minha amiga de infância. Ela tinha ido buscar o pai no trabalho e, antes, estava estudando. Estava, também, puta da vida porque havia feito a prova de um concurso numa cidadezinha e uma das questões era sobre o tipo de minério encontrado com facilidade naquela região. “Mas eu estudei a droga da economia da cidade e não falava nada de minério!”. Essa vida é mesmo injusta!
Eu, Maria Alina e Rochelli - outra amiga a quem devo um telefonema - éramos inseparáveis. Mesmo diferentes. Na época do colegial vivemos a ’era de ouro’ da nossa amizade. Fazíamos absolutamente tudo juntas. E ríamos. Ríamos muito. De tudo. Lembramos disso ontem e poderíamos ter passado o dia inteiro falando da minha tribo de uma pessoa só, especulando sobre o fim dos nossos antigos namoros ou criando expectativas para um futuro que está mais próximo do que a gente imagina, mas o meu pai precisava ir ao supermercado e eu estava com o carro dele. Não enfrentaríamos esse tipo de problema há dez anos atrás. Tínhamos as nossas bicicletas e elas davam conta do recado. Isso quando eu não levava roupa pra dormir na casa dela e só voltava pra casa dois dias depois.